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VM para desenvolvimento

Desenvolver para o kernel trás um pequeno inconveniente: Esperar a máquina reinicia a cada erro no seu código.

O ideal é ter dois computadores, um para desenvolver e outro para testar (e esperar reiniciar), antigamente eu fazia isto usando meu Netbook para desenvolver e o Desktop para testar, porém, agora comprei um computador novo e é um pecado usar um Atom para desenvolver e testar em um Core i5 :-), e como meu Netbook é meu fiel escudeiro não posso arriscar fazer testes nele e correr o risco de danificar o sistema, outro fato é que meu netbook não tem porta serial o que dificulta um pouco na hora de ler um oops ou panic.

Como em casa tenho estudado sub-sistemas que não dependem de hardware, diferente do trabalho onde tudo gira em torno do Hardware e rende algumas brigas de “Caras do Hardware” vs. “Caras do software”, decidi criar uma máquina virtual para desenvolver para o kernel.

Das possíveis implementações de máquinas virtual decidi por usar o KVM e como distribuição Linux optei pelo Fedora.

No Desktop eu fiz uma instalação típica de Desktop: X, Gnome, OpenOffice, Internet Gráfica mais as “Ferramentas de desenvolvimento” e o suporte a virtualização.

Após instalar, primeiro boot, atualizar o sistema, trocar o papel de parede e tomar algum café, eu iniciei a criação de uma máquina virtual no KVM e a instalação do Fedora. Para a instalação da VM optei por fazer a instalação mínima mais os pacotes de “Ferramentas de desenvolvimento”.

Após o boot da máquina virtual, instalei o vim-enhanced e inicie a configuração de algumas facilidades.

Primeiro, configurei a interface de rede da VM para pegar endereço via DHCP criando e editando o arquivo /etc/sysconfig/network-scripts/ifcfg-eth0, qual ficou com o seguinte conteúdo:

DEVICE=eth0
ONBOOT=yes
TYPE=Ethernet
BOOTPROTO=dhcp

Após isto verifiquei os serviços do sistema com o comando “chkconfig –list | sort -k 5” (o “sort -k5” é para ordenar os dados pela quinta coluna, que são os serviços do runlevel 3, assim fica mais fácil de identificar os serviços habilitados) e após ver os necessários desabilitei alguns serviços:

[root@k ~]# chkconfig auditd off
[root@k ~]# chkconfig iptables off
[root@k ~]# chkconfig ip6tables off
[root@k ~]# chkconfig netfs off
[root@k ~]# chkconfig sendmail off

Além de desabilitar estes, foi necessário habilitar o serviço network que por padrão está desabilitado pois no fedora o gerenciamento de rede é feito pelo NetworkManager.

[root@k ~]# chkconfig network on

o sistema ficou com os seguintes serviços habilitados:

[root@k ~]# chkconfig --list | sort -k 5
auditd             0:off    1:off    2:off    3:off    4:off    5:off    6:off
cgconfig           0:off    1:off    2:off    3:off    4:off    5:off    6:off
cgred              0:off    1:off    2:off    3:off    4:off    5:off    6:off
ip6tables          0:off    1:off    2:off    3:off    4:off    5:off    6:off
iptables           0:off    1:off    2:off    3:off    4:off    5:off    6:off
netconsole         0:off    1:off    2:off    3:off    4:off    5:off    6:off
netfs              0:off    1:off    2:off    3:off    4:off    5:off    6:off
nfs                0:off    1:off    2:off    3:off    4:off    5:off    6:off
rdisc              0:off    1:off    2:off    3:off    4:off    5:off    6:off
restorecond        0:off    1:off    2:off    3:off    4:off    5:off    6:off
rpcsvcgssd         0:off    1:off    2:off    3:off    4:off    5:off    6:off
saslauthd          0:off    1:off    2:off    3:off    4:off    5:off    6:off
sendmail           0:off    1:off    2:off    3:off    4:off    5:off    6:off
svnserve           0:off    1:off    2:off    3:off    4:off    5:off    6:off
crond              0:off    1:off    2:on    3:on    4:on    5:on    6:off
network            0:off    1:off    2:on    3:on    4:on    5:on    6:off
rsyslog            0:off    1:off    2:on    3:on    4:on    5:on    6:off
sshd               0:off    1:off    2:on    3:on    4:on    5:on    6:off
udev-post          0:off    1:on    2:on    3:on    4:on    5:on    6:off

Sistema reiniciado e OK.

Após o boot, verifiquei o endereço de IP que a maquina recebeu e adicionei uma entrada no arquivo hosts para não precisar digitar o IP toda vez que conectar via SSH:

192.168.122.97  k       k.bristot.eti.br

Como vou trabalhar via SSH na VM também adicionei na VM um usuário “daniel” com o mesmo id do usuario “daniel” do PC e fiz a configuração no ssh para autenticar utilizando uma chave RSA sem senha, assim não preciso ficar digitando a senha toda vez que fizer login.

Para gerar a chave, executei o seguinte comando:

[daniel@kiron Desktop]$ ssh-keygen
Generating public/private rsa key pair.
Enter file in which to save the key (/home/daniel/.ssh/id_rsa):  (apertei enter)
Enter passphrase (empty for no passphrase):              (apertei enter)
Enter same passphrase again:                      (apertei enter)
Your identification has been saved in /home/daniel/.ssh/id_rsa.
Your public key has been saved in /home/daniel/.ssh/id_rsa.pub.
The key fingerprint is:
18:13:bc:ed:5a:ff:d1:55:65:7b:af:83:42:5d:ea:8d daniel@kiron.bristot.eti.br
The key's randomart image is:
+--[ RSA 2048]----+
|     ..         o|
|      ..       .o|
|      oo      ..o|
|      .+.  . o  +|
|      ..S . o   o|
|        o. . = o |
|       o .. E =  |
|      .   .. . . |
|           ..    |
+-----------------+

Na máquina virtual criei o diretório /home/daniel/.ssh com permição 700 e copiei o arquivo “/home/daniel/.ssh/id_rsa.pub” do PC para o diretório “/home/daniel/.ssh” da VM com o nome authorized_keys e ajustei a permissão deste arquivo para 600:

[daniel@k ~]$ mkdir .ssh
[daniel@k ~]$ chmod 700 .ssh
[daniel@k ~]$ scp "endereço do pc":.ssh/id_pub.rsa .ssh/authorized_keys
[daniel@k ~]$ chmod 600.ssh/authorized_keys

e testei a conexão a partir do PC do PC:

[daniel@kiron Desktop]$ ssh k
Last login: Sat Jan 22 17:51:15 2011 from 192.168.122.1
[daniel@k ~]$

Pronto, login sem senha do PC para a VM.

Para facilitar a troca de arquivos entre o PC e a VM eu exportei o meu diretório de fontes via NFS4 para a VM, para isto adicionei ao arquivo /etc/exports a seguinte linha:

/home/daniel/src                  k(rw,sync,no_subtree_check,no_root_squash,no_all_squash)

Já na VM, eu tive que adicionar o pacote nfs-utils:

[root@k ~]# yum install nfs-utils

criar o diretorio de montagem:

[daniel@k ~]$ mkdir src

e adicionar a seguinte linha ao fstab:

192.168.122.1:/home/daniel/src/ /home/daniel/src/    nfs4    defaults     0 0

Pronto, maquina instalada, acesso sem senha e arquivos compartilhados.

pronta para desenvolver!

Aaaaa última dica, o grub por padrão no KVM fica com um timeout de ‘0’ e você não consegue editar a linha de comando do kernel em caso de erro, então, antes de mexer no kernel, edite o arquivo /etc/grub.conf e mude o Timeout de 0 para algum valor como 3.

LinuxCon 2010: Linux on Real-Time Embedded Systems: Tips and Tools

6:00pm, Tuesday, September 1st
Location: Ballroom 2
Topic: Embedded

By supporting many hardware architectures and reducing the time-to-market, Linux became a frequently choice of operating system to embedded telecommunication devices. However, the vanilla Linux kernel is a soft real-time operating system and needs some patchs, tools an techniques to makes possible your utilization on systems with firm real-time requirements. This presentation shows some tips and tools, collected during the development of embedded telecommunication devices, that transform the vanilla Linux on a operating system able to meet the firm real-time requirements of telecommunications devices, even on small embedded systems. The target audience of this presentation is developers of embedded, real-time and telecommunication systems. It is desired an intermediate knowledge on hardware architecture and solid knowledge in operating systems (IRQ Handling, Scheduling, Real Time).


Daniel Bristot de Oliveira, Intelbras SA

Daniel Bristot de Oliveira is a Computer Scientist and currently is getting master degree in Engineering of Automation and Systems at the Federal University of Santa Catarina, where his research line is real-time operating systems. He is currently a software engineer at Intelbras, a Brazilian telecommunication devices factory, where he is responsible for the OS layer used in the development of embedded systems for telecommunication devices. His key skills are: Customization of the Linux Kernel, device drivers, Real-Time and low level network protocols. He lectured presentations on FISL (2007 and 2009), CONISLI (2006 and 2007), LinuxChix Brazil Meeting and others national and regional events in Brazil.

Linux 2.6.33

O Lançamento já foi a semana passada, mas só consegui achar um tempinho hoje…

Primeiro, dica para quem não conhece, o Kernel Newbies sempre faz um Changelog Human Readable de um release do kernel, o do .33 pode ser acessado em: http://kernelnewbies.org/Linux_2_6_33

Bom, Os drivers Nouveau, que são a novidade para os desktopinianos não são tão novidade assim, quem ja descompactou um srpm do kernel do Fedora iria ver uma penca de patchs do Nouveau… Para mim isto era um encomodo (ter o nouveau como patchs) isto porque a cada novo lançamento do patch RT eu tinha que fazer um merge entre o kernel vanilla + drivers nouveau + patch RT…
Não é de se espantar que estes drivers em grande parte sejam contribuição das Red Hat, e isto reforça mais ainda a minha opnião contrária as distribuições que só fazem uso das tecnologias Open Source… como o Ubuntu. Sinceramente, eu acompanho notícias diárias sobre Open Source e raramente vejo a Canonical ajudando algum projeto além de sí própria #Canonical = #Anti-OpenSource.

O DRBD Faz parte do kernel!!!!! Esta sim é uma ótima notícia. Me lembro de ter usado o DRBD em um cluster de alto desempenho, no cluster era feita a replicação de um sistema de arquivos em dois servidores HP DL350G5, estes servidores serviam imagens de instalação do sistema operacional na linha de produção de uma conhecida fábrica de computadores brasileira. Detalhe: Cada servidor possuia 9 (isto mesmo NOVE) interfaces de rede para poder dar a vasão necessária para as diversas máquinas fazendo donwload de imagem em paralelo. Na época fiquei com um pouco de receio de usar o DRBD, principalmente porque ele não era parte do kernel e sobre este eu rodava o sistema de arquivos GFS… Acho que esta feature vai alegrar muitos administradores de redes pelo mundo a fora.

Eu já havia lido este artigo sobre os SynCookies, Resumidamente, a idéia do SynCookie é tentar minimizar o consumo de recursos (principalmente memória) que um servidor precisa para armazenar os estados das conexões de redes, por exemplo, um ataque “SynFlood” distribuído pode causar um DDoS justamente pela falta de recursos no sistema operacional para manter o estado de toda estas novas conexões. Se você é um hacker de redes, aconselho a ler o aritigo.

Como eu não tenho nem um nintendo nem um game cube, não faz diferença se o Linux roda lá ou não hehehe… brincadeira 🙂

Para o mundo dos embarcados as boas notícias vem do mm, primeiro as páginas compartilhadas do KSM agora podem ir para o Swap, mas você deve estar se perguntando, com a baixíssima velocidade das memórias flash e o seu tempo de vida limitado pela quantidade de escrita, quem usa Swap em embarcados?

Com o compchache eu utilizaria. o Compcacge é uma das novas features do .33, com ele é possível criar um disco swap em ram (an? um disco de swap em RAM?) isto, só que as páginas do swap em RAM são compactadas, assim, provendo uma maneira de compactar as páginas menos utilizadas do embarcado, assim economizando ainda mais memória:

Imagine só, 10 executáveis compartilhando uma página que quando não utilizada fica em uma RAM compactada! Vou experimentar isto em um embarcado e postarei os resultados por aqui…

Além disto, os perfs foram portados para o ARM e por fim…

“Android removed from the Linux kernel”
Bom, com os acontecimentos dos últimos meses, cada dia levo-me a crer que o futuro dos celulares é usando o Linux puro, como no caso do Maemo, celulares da Motorola, o projeto do Linux da samsung que não me lembro o nome…
O Google pode ter um e-mail muito bom, um serviço de MAPS mara, mas com esta mania de dominar o mundo fazendo fork de tudo (como os Chrome*) acaba reinventado a roda, e em alguns casos se puxando para baixo pelos seu próprios cadarços…

Enfim! Seja bem vindo 2.6.33:

[daniel@darwin toolchain]$ uname -r
2.6.33-rt4

O que ando fazendo…

Nestas duas últimas semanas tenho tido bons trabalhos, o primeiro foi uma experiencia com Flash NAND e sistemas de arquivos para Flash. Nesta brincadeira fiz um “BacaSoftware” para formatar, escrever, ler, comparar flash e arquivos escritos direto na flash… ta, eu já sei que o mtd-utils faz isto, mas sabe… foi tao divertido… poxa deixa-me ser criança e brincar um pouco.

Sobre os sistemas de arquivos utilizei o UBIFS, e após muitas lidas na FAQ e um Patch fiz ele funcionar… O que valeu a pena, obtive mais de 30% de compactação dos arquivos na FLASH, isto utilizando o modo de compactação mais “performático”. Além disto gracas ao sistema de cache do sistema de arquivos as velocidades de leitura e gravação são muito boas, espero em breve fazer um melhor artigo sobre isto.

Outra coisa legal é que o patch RT para o 2.6.31.6 e o RT1 do 2.6.38-rc8 estão congelado em um kit de desenvolvimento ARM que utilizo… Depurando pude ver que isto acontece depois do asm_do_IRQ da interrupção do console serial. Em uma conversa no #linux-rt@OFTC o tglx me deu a dica de ser o terminal compartilhando o IRQ com o rtc, batata, era isto mesmo, a saída 1 seria trocar o IRQ do console para um diferente do utilizado pelo rtc… porém a AIC (advanced Interrupt controller) do embarcado não suporta isto… Bom, como não é novidade: Gostei 🙂 estou lendo todo o código de tratamento de IRQ do Linux, tanto normal quanto + rt… ainda a procura da solução…

Jprobe

  1. #include <linux/module.h>
  2. #include <linux/kprobes.h>
  3. #include <linux/fs.h>
  4.  
  5. static void jprobe_do_sys_open(int dfd, const char __user
  6. *filename, int flags, int mode)
  7. {
  8.         printk(KERN_INFO "filename: %s %d\n", filename, mode);
  9.         jprobe_return();
  10. }
  11.  
  12. static struct jprobe my_jprobe = {
  13.         .kp.symbol_name = "do_sys_open",
  14.         .entry = (kprobe_opcode_t *) jprobe_do_sys_open,
  15. };
  16.  
  17. int init_module(void)
  18. {
  19.         register_jprobe(&my_jprobe);
  20.         return 0;
  21. }
  22.  
  23. void cleanup_module(void)
  24. {
  25.   unregister_jprobe(&my_jprobe);
  26. }
  27.  
  28. MODULE_LICENSE("GPL");

ARM, debug, Monitor e Docbook

Esta foi uma ótima semana. Domingo a noite para começar bem, li sobre as versões dos processadores ARM e algumas tecnologias embarcadas nos processadores ARM, como Jazelle, NEON, mas acabei dando maior atenção ao artigo Improving ARM Code Density and Performance, que explica as instruções Thumb2, que possibilitam gerar código com maior densidade e com isto dar maior performance nos processadores por buscar menos informações fora do núcleo, felizmente esta semana consegui um kit de desenvolvimento com um processador Cortex-A8, que possui as instruções thumb2, vamos ver o que sai.

Durante a semana gastei bastante tempo estudando modos de depuração do kernel do Linux e comecei a escrever um artigo sobre depuração do kernel e aplicações no Linux, espero publica-lo em breve.

Sobre artigos, em meus novos desafios estou tendo a oportunidade de aprender várias tecnologias novas, e por que não escrever sobre elas? pensando nisto procurei sobre formatos de edição de livros e artigos, primeiro pensei no Latex, gostei do estilo de edição dele, muito simples, porém pareceu limitado, procurando mais, encontrei no DocBook tudo o que precisava, adicionei alguns links sobre as documentações que li sobre.

Este é o primeiro post no meu novo monitor de 19″, que está facilitando muito e minha vida, com ele é possível para deixar duas janelas visíveis ao mesmo tempo, espero não ficar vesgo…

Quarta feira entreguei a versão final do meu TCC I, o que foi um alívio…

E para não dizer que sou um nerd total, apanhei um monte no jiu jitsu… mas estou melhorando.

Esta é da semana passada mas, eu criei duas novas páginas no meu blog: links e src, nelas irei guardar links sobre coisas que ando lendo/estudado e alguns arquivos fontes, meus e de terceiros, que eu acho úteis e merecem ser compartilhados.

Bem-vindo Tuz

Sem muito tempo, como de praxe, vai um pequeno, mas memorável post.

Hoje foi lançado do kernel 2.6.29, e junto com as features, veio o Tuz:

Tuz

Tuz

O Tuz é um Diabo da tazmânia, desfarçado de pinguim… Bonitinho não? … ele será exibido no boot, no lugar  do Tux… mas ele é temporário… só para este Release… Seja bem-vindo 🙂